Na sintonia de: Glen Hansard and Marketa Irglova - Falling Slowly

Em um certo dia sentimos um vazio, uma falta de adrenalina na alma. Percebemos que o coração segue linear, igual, normal.
Queremos alguém pra fazer parte de uma trilha sonora que pra gente vai ser sempre inédita. Aquele que dará mais lucidez e significado para lacunas que até antes eram incompreensíveis.
Desde então, passamos a vida inteira buscando um responsável por fazer o coração bater mais forte. Aquele que a gente só vê coisas especiais, aquele responsável por nos fazer suspirar nos dias mais escuros e nos ensinar que a vida boa é a vida em dois. E depois de muito bem-me-quer, mal-me-quer, o amor surge.
E aí que tudo se completa, vida pra partilhar, vida de dividir o mesmo canudinho, as emoções e as razões.
Começamos a entender o significado dos pares, eles são os responsáveis por grandes partes das nossas alegrias, olhos, ouvidos, mãos, abraços entrelaçados, pernas. Bocas que se unem e se completam, sorrisos que fazem mais sentido quando são compartilhados.
Pares assim como Pink e o Cérebro, arroz e feijão, Romeu e Julieta, piano e violino, céu e estrelas. Dança e música.
A vida em par começa a fazer tanto sentido que não nos contentamos apenas com um coração, queremos dois.
Depois dessas descobertas, entendemos que ficar sozinho é bom durante uma hora, depois perde a graça. E aí que começa a brincadeira: Par, ímpar. Um, dois, três e já!
Par venceu.